No ultimo fim de semana, o presidente Lula viajou ao Irã com a proposta de intermediar um acordo sobre de utilização de urânio enriquecido (que pode ser utilizado para fazer bombas atômicas) por aquele país. Lula se meteu numa diplomacia de cachorro grande e é visto pelas grandes potencias (atômicas ou não) como um peixe fora d'água e as vezes até mesmo como uma piada em tentar se meter neste tipo de negociação diplomática.
A verdade é que para um país que almeja ser grande, este é um grande passo, mas ainda não sabemos se grande na medida certa ou se iremos nos desequilibrar depois desta passada. O importante disto tudo foi a tentativa de negociação por um país neutro e pacífico em relação os países que olham esta aproximação com ceticismo, os países do G8 (EUA, Canadá, França, Inglaterra,Alemanha, Itália, Espanha e Japão).
Mas o Brasil não quer somente selar a paz mundial, o país também que fazer (e manter) comercio como Irã, muitos milhões estão em jogo para a nossa economia e o G8 e a ONU já estão sendo pressionados pelo EUA em sancionar restrições comerciais internacionais.
Lula conseguiu fechar um acordo, mas muitos dizem que o acordo e fraco e que não vai ter efeito real e suficiente para acalmar a ânsia bélica americana (por petróleo).
Somente o futuro nos dirá se o Brasil entrará (e como) para a história da diplomacia internacional.
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